A dieta FODMAP, uma nova etapa

Berry-Pancakes

Desde que comecei a trabalhar sentada em frente a um computador por cerca de 7 horas por dia, o meu corpo sofreu alterações. Entre elas a mais comum, ganho de peso. Uns miseráveis 5Kg extra já cá cantam, mas isso não é o meio maior problema, mas sim o facto de inchar que nem um balão na grande maioria das vezes.

Passara pela minha cabeça várias razões para isto estar a acontecer logo agora. “Provavelmente por passar aquelas horas todas de rabo na cadeira. Ou será porque deveria estar a beber mais água?”, “Talvez aquele queijo caiu mal no estômago aquelas horas da noite.”… poderia continuar por aqui fora mas continuei na ignorância e sem saber bem o que fazer.
Num belo dia a empresa para a qual trabalho decidiu brindar-nos com um workshop gratuito de uma hora onde uma nutricionista enumerou os maiores erros comuns que cometemos com a nossa alimentação diária e como poderia adaptá-la de forma a beneficiar o nosso dia de trabalho. Isto é, se passamos o dia todo sentadas meninas, temos de arregaçar as mangas lá em casa e preparar uma boa marmita! (À excepção das sortudas que têm à disposição uma cantina de qualidade e preço acessível).

Como é de costume, no final da sessão seguiram-se as perguntas e dúvidas. Quando ela me explicou exatamente o que se poderia estar a passar comigo, finalmente fez-se luz. “You’ll probably have to go under a low FODMAP diet. “ É isto e mais nada!

“FODMAPs são uma cadeia curta de hidratos de carbono (oligossacarídeos), dissacáridos, monossacáridos e álcoois relacionados que são fracamente absorvidos pelo intestino delgado. Estes incluem uma cadeia curta de (oligo) polímeros de sacarídeos de frutose (frutanos) e galactose (galactanos), dissacáridos (lactose), monossacarídeos (frutose), e álcoois de açúcar (polióis), tais como sorbitol, manitol, xilitol e maltitol.” – fonte: Wikipédia

Depois desta explicação nem vou mencionar quais são os meus sintomas (cof… cof…).
Ok, então há uma série de alimentos que tenho comido e que me fazem mal. Posso enumerar alguns dos desgraçados: couve-flor, feijões, alguns queijos, frutas que provoquem uma maior fermentação no estômago (como as maçãs)… mais sobre a lista aqui, entre muitas outras.

FODMAPdiet

Assim sendo, meti mãos à obra e procurei os meios necessários para meter aqui a barrigudinha no sítio. É possível encontrar muita informação sobre o assunto, receitas e até mesmo uma aplicação criada pela Universidade Monash, Austrália.

Com a mudança de casa prestes a acontecer e com o meu aniversário a bater à porta esta semana, decidi que iria aproveitar esta alteração geográfica para fazer uma também mental. “DEIXA-TE DE PREGUIÇA MULHER, COME COMO DEVE SER!”, pronto, tenho dito.
Tenho colegas que me dizem que sai caro fazer uma boa alimentação neste país, onde a fruta pouco sabor tem, a variedade de alimentos com qualidade é fraca… no meu ponto de vista não me parece que assim seja. Acho que é mais uma questão de aliar a paciência à dedicação, procurar boas e simples receitas para o dia-a-dia e ter uma lista de ingredientes sempre à mão e sem nada de produtos estranhos/difíceis de encontrar. Para já estou a tentar memorizar aqueles alimentos mais saudáveis e que posso continuar a ingerir enquanto procuro receitas para experimentar coisas novas.

banana_cookies

 

Basta clicarem na inagem para obterem a fonte da receita, mas é bem possível que venha a partilha-la num “possível” blog/diário a relatar estes novos hábitos que adquiri.

Para aqueles que sofrem do mesmo, pessoal, vocês não vão passar fome, apenas vão mudar algumas coisas mas com o à vontade de se deliciarem com um bom chocolate ou bolos e outros doces preferidos.

Crédito das imagens: clicar sobre as imagens.

The cycle: adventure

Um dia respirou-se fundo e tomou-se a decisão definitiva. A partir daí seguiu-se um misto de emoções: espírito aventureiro estimulado, todos os sentidos em alerta, precaução e uma vontade enorme. Mas quando chegou a hora de guardar tudo em caixas de papelão, desmontar móveis e tapar furos onde outrora estiveram quadros pendurados o “pâniquinho”e o receio apoderaram-se do momento.
Chorei que nem uma perdida pela casa fora e não me senti capaz de arrumar nem mais objecto. Num acto de desespero para sair daquela emoção toda, peguei no telefone e pedi a companhia de uma amiga, ela não me fez pergunta alguma pois afirmou logo que entendia a sensação.
Os dias foram passando e a mobília aos poucos foi substituída por pedaços de madeira empilhados num canto da sala. Ao final do dia e cansada sentava-me à frente do computador a terminar um portfólio resumido com os meus melhores trabalhos, tal como algumas empresas pediam nas propostas de emprego. A inspiração não estava nos seus melhores dias mas ainda assim esforcei-me e consegui fazer uma actualização aos meus dados, tinham de parecer mais apelativos.

One day i took a deep breath and made my final decision. After that followed a mix of emotions: adventurous spirit stimulated, all senses in alert, caution and an urge. But when it comes time to put everything away in cardboard boxes, disassemble furniture and plugging holes where once have hanged the paintings the little panic and the fear took over.
I cried like a fool through the house and felt incapable of lifting one single object. In an act of desperation to get out of all that emotion, i picked up the phone and asked for my friend’s company, she didn’t ask me anything because she said understood the feeling.
The days passed and the furniture was gradually replaced by pieces of wood stacked in the corner of the living room. At the end of these tiring days i’d seat at the computer to finish my portfolio of my best work, as some companies asked in job offers. The inspiration was not in its best days but still I struggled and managed to make an update and the most appealing look.

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Nos dias em que parava as arrumações dedicava-me a conhecer melhor o lugar para onde iria, aderi a grupos privados nas redes sociais dedicados a pessoas na minha situação. Muitas delas deram o seu testemunho e compreenderam as provações pelas quais estava a passar, mas várias disseram o mesmo “Aqui temos uma coisa que há muito se perdeu aí, esperança!”.

Uma coisa é certa, não tomei esta decisão de ânimo leve, afinal de contas é a família e são os amigos que ficam para trás. É a nossa terra natal, onde se fala a nossa língua que deixamos para ir ao encontro do desconhecido. Existiram e existem incertezas às quais não temos resposta imediata e que só o tempo dirá mediante as acções que tomar.
Se for bem sucedida tanto melhor, se não o for pelo menos tenho a consciência de que tentei.

On my packing break days i dedicated myself to better understand the city where he was going, stuck to private groups on social networks dedicated to people in my situation. Many of them gave their testimony and understood the trials through which i was passing, but several said the same “Here is something that has long been lost there (Portugal), hope!”

One thing is certain, i did not take this decision lightly, after all is family and friends who i was leaving behind. It is our homeland where we speak our language we leave to go into the unknown. There were and are uncertainties to which we have no immediate answer and only time will tell upon the actions to take.
If i get successful the better, if it is not at least i tried my  best.